Há um fenômeno conhecido nos meios científicos, que diz respeito a como enxergamos as coisas. É provado que aquilo que nunca vimos antes nosso cérebro tem mais dificuldade de codificar, portanto acaba passando sem percebermos, assim como eram desconhecidos aos índios do século XV os navios que surgiam no horizonte. Somos seres humanos, com erros defeitos, e nossos cérebros maniqueístas definem o que é bom e o que é mal, com extrema simplicidade. Podemos visualizar as atitudes das pessoas e imediatamente defini-la, mas nos esquecemos da complexidade do ser humano. Podemos ser considerados anjos ou demônios em fração de segundos, mas tal pensamento prevalecerá durante muito tempo na mente de quem julgou, portanto, não deixemos que nosso senso crítico seja suplantado pela facilidade em julgar os outros, pois aquilo que você vê nas pessoas nada mais é do que um espelho do que seu cérebro acredita, se estivermos contaminados pelo conceito do mal, o veremos em absolutamente tudo. ROALAN
“Como não haveria de ser eu um Lobo da Estepe e um mísero eremita em meio a um mundo cujos objetivos não compartilho, cuja alegria não me diz respeito! (...) Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes – aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem alegria nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível.”
sábado, 22 de março de 2014
O CARCEREIRO
Metade da minha vida eu almejei ter as chaves das algemas que me prendiam. Com o tempo fui percebendo que eu sou meu próprio carcereiro... Mesmo assim não encontro coragem para abri-las! ROALAN
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