E sentimos. Sentimos com tanta força que mudanças químicas ocorrem em nossos corpos, todos os sentidos se aguçam, sinapses cerebrais ativam nossas memórias, em um instante nossos olhos vêem o orvalho, logo em seguida refletem o mar, o mar se torna revolto, nossas bocas sentem o gosto salgado, que se confunde com o amargo da garganta, que quer gritar, mas não consegue. Somos compelidos a diminuir, arcar nossos corpos para suportar o momento. Mas depois, a tempestade dá lugar a um arco-íris de lembranças boas, que logo se transforma em sorriso, pois reconhecemos nossas fraquezas mediante a grandeza que é viver. ROALAN
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