sexta-feira, 23 de agosto de 2013

SE NÃO PODE COM ELES...

Nós só aprendemos a ignorar pessoas porque não podemos limpar nossos caminhos, ou talvez porque não tenhamos a capacidade de mudar a nós mesmos e a sabedoria para entender que as coisas são como são, o que muda é a nossa perspectiva. ROALAN

PAPO CABEÇA



Curto e grosso:


- Sinceramente, eu não acredito em ignorantes, ou idiotas.

- Mas deveria, pois eles acreditam em você...

ROALAN

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

DESAPEGO

Mudanças são necessárias, pois como seres humanos estamos em constante movimento, e movimentos repetitivos só nos causam estresse. Para que possamos mudar precisamos, antes de mais nada, praticar o desapego, não só o desapego material, mas também o desapego das idéias, dos costumes, dos sentimentos que nos fazem mal. Nossas mentes precisam estar sempre ocupadas, então a melhor maneira de fazer uma limpeza é através de novas idéias, novos sentimentos, novos costumes. Passear por onde nunca passeei, fazer o que nunca fiz, conhecer pessoas diferentes, mesmo que a primeira impressão não seja das melhores, viajar, conversar, ler, fazer artesanato, brincar, enfim, viver o novo, mesmo sabendo que é muito difícil para nós a mudança, pois demanda o uso de novos caminhos, novas sinapses mentais, mas a recompensa é gratificante... ROALAN

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CICATRIZES E MATURIDADE

24/07/2013 
Sobre cicatrizes e maturidade

Já é muito tempo passado entre o desaparecimento da cicatriz, e quando ela se desvanece dos olhos reaparece em algum lugar chamado maturidade... Temos em nossas histórias momentos que nos moldam e nos fazem o que somos. Tenho em minhas memórias um momento em especial, um ônibus, uma janela, e a visão de alguém que há muito não via, e que jamais voltei a ver, não da mesma forma como gostaria de recordar, e o lapso de tempo passado foi moldado apenas pelo que a mente gostaria que fosse verdade. Alguém em quem me amparei em momentos de necessidade, especificamente, um momento de dificuldades, onde meninos são obrigados a serem homens, a deixarem a visão pueril de lado para entrarem em uma rodovia de alta velocidade, perigosa e de mão única, que leva a um único destino conhecido. Às vezes deixamos as pessoas que amamos em busca de um futuro, e quando olhamos para trás nada mais é como era, mas naquele momento em especial uma encruzilhada se vislumbrou a minha frente: voltaria a rever aquela que certo período da vida foi meu alento, ou iria em direção a um rio que finalmente desemboca no mar? Não pensei duas vezes, pois percebi que a chance seria única, e impetuosamente saltei daquele ônibus, a correr em direção àquela sombra arqueada e de cabelos totalmente brancos, naquela rua larga, muito marcada em meu passado, mas percebi que a chance fora desperdiçada, ou talvez o destino quisera que eu apenas me lembrasse daquele momento como um último adeus de alguém que só pude ver quatro anos mais tarde, após quase um século de vida, em sua inconsciente agonia de saber que suas próprias memórias restantes remontam a uma época anterior à maturidade, onde depois de esquecer as cicatrizes já desaparecidas, a própria maturidade já não se fazia mais presente. 
Tanto tempo passado, percebo hoje que assim como a cicatriz da inocência se esvai com o tempo, também a própria maturidade deixa de existir. 
ROALAN

YIN YANG

O bem e o mal residem em mim, mas diferente da maioria das pessoas, não consigo restringir um ou outro, muito menos demonstrar apenas a "beleza interior", mesmo porque se torna nítida a verdade escondida por trás das máscaras do belo ou do bom. Arriscando ao mostrar os dois lados continuamente, tenho apenas um prêmio: a verdade. Roalan

LOBO DA ESTEPE

 "AH! É difícil achar esse trilho de Deus em meio à vida que levamos, na embrutecida monotonia de uma era de cegueira espiritual, com sua arquitetura, seus negócios, sua política e seus homens! Como não haveria de ser eu um Lobo da Estepe e um mísero eremita em meio de um mundo de cujos objetivos não compartilho, cuja alegria não me diz respeito! Não consigo permanecer por muito tempo num teatro ou num cinema. Mal posso ler um jornal, raramente leio um livro moderno. Não sei que prazeres e alegrias levam as pessoas a trens e hotéis superlotados, aos cafés abarrotados, com sua música sufocante e vulgar, aos bares e espetáculos de variedades, às Feiras Mundiais, aos Corsos. Não entendo nem compartilho essas alegrias, embora estejam ao meu alcance, pelas quais milhares de outros tantos anseiam. Por outro lado, o que se passa comigo nos meus raros momentos de júbilo, aquilo que para mim é felicidade e vida e êxtase e exaltação, procura-o o mundo em geral nas obras de ficção; na vida parece-lhe absurdo. E, de fato, se o mundo tem razão, se essa música dos cafés, essas diversões em massa e esses tipos americanizados que se satisfazem com tão pouco têm razão, então estou errado, estou louco. Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes – aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem alegria nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível."  Hermann Hesse